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segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013

Dark Magic

Voltei! E, ainda que esteja com muitos (novos) trabalhos, também estou com várias idéias pra postar. Como já comentei que traria bons cliques de Nova York, vou começar por um deles, que, dentre os vários looks que vi por lá, vitrines, pessoas, enfim, aquele mundo de referências, me fez pensar: por que o preto fascina tanto, torna uma roupa elegante num piscar de olhos? 

Qual o segredo do total black?

Vi esse moço atravessando a rua e, mesmo não sendo muito ligada em moda masculina, mesmo porque um casaco com jeans ajustado é praticamente um look unissex, o visual dele me chamou a atenção pela atitude. O casaco preto médio deu um ar mais arrumado à combinação de jeans ajustado (muito usados pelos moços elegantes de lá, por sinal) e sapato oxford, ainda que com uma pegada urbana que destaca, com os bolsos largos na lateral e a gola aberta. O jeito meio blasé, tipicamente nova-iorquino "estou-com-muita-pressa-e-ainda-sim-incrível" do moço ajuda na despretensão chique, mas o toque de elegância do look fica por conta dos abotoadores em destaque e, claro, do preto total, que, ao invés de uniformizar, como muitos pensam, só faz destacar.

quarta-feira, 10 de outubro de 2012

Denim on denim

A customização, já típica de algumas tribos nos anos 80 e 90, hoje interessa a qualquer estilo, ainda mais num tempo em que a informação de moda atinge muitas pessoas em um clique, porque agrega detalhes únicos à peça de roupa. Os looks total jeans, que voltaram com força na moda de rua e depois nos desfiles, ficam mais interessantes customizados, o que reforça a vocação street dessa combinação, que ganhou as ruas na década de 70.


Além das lavagens diferentes, o look fica mais interessante apostando em rebites de tamanhos e tonalidades diferentes, e também no aspecto do jeans, como o short mais rasgadinho e, a camisa, mais alinhada. Os acessórios em preto e dourado dão o ar glam que faz a produção ser mais maximalista, especialmente os detalhes de arabesco da ankle boot, puro galmour urbano.

sexta-feira, 28 de setembro de 2012

Tons de vinho

Vinho é uma cor chiquérrima, e não só no inverno. Dá pra usar em qualquer estação tranquilamente, harmonizada com cores mais claras ou mais escuras. Esse look é um bom exemplo de usar vinho no verão: combinar com acessórios neutros, e, pra contrastar com a calça de tecido encorpado, uma camisa leve em rosa pastel, cor-vedete do verão. Pra esquentar do vento frio que ainda bate, pelo menos em BH, uma jaqueta neutra, que também faça um jogo de tons com os acessórios, é elegante e moderna.


quarta-feira, 12 de setembro de 2012

There's no crying in fashion

A moda traduz estados de espírito, isso todo mundo sabe. Mesmo sem saber, mandamos recados por ela e, por isso, ao contrário do que os críticos dizem, ela não é uma ditadura, e sim um dos meios mais democráticos de se mostrar. Essa mocinha sabe bem fazer isso: pra dar uma pegada divertida pro look geek chic, ela misturou uma calça florida com a camiseta de frase divertida e os óculos bem nerd. Os modelos skinny estampados são bem tendencinha, mas isso não quer dizer que precisa ser fashion victim pra usar. Open your mind before you open your closet!


sexta-feira, 31 de agosto de 2012

Diva da Semana: Kate Lanphear

Todo estilo tem uma marca registrada, nem que seja de longe, mas tem aqueles que se mantém fiéis a uma característica forte e ainda assim se desdobram em mil e uma idéias. Esse é o caso da Kate Lanphear, diretora de moda da Elle americana, com um visual sempre rocker e andrógino, de pegada fetichista. Os cabelos oxigenados e curtos, acessórios pesados e saltos vertiginosos compõem uma imagem forte e única, sem ser repetitiva.



Leggings e calças skinny, bons casacos, jaquetas de couro, e camisetas são a base do guarda-roupa casual da Kate. Dona de um estilo urbano na essência, os looks dela nas ruas abusam de sobreposições e são sempre arrematados por boas coberturas, como blazers, trench-coats e jaquetas perfecto. Mas a grande sacada da Kate é misturar os clássicos: sobrepor camisetas de malha e arrematar com um paletó bem cortado, usar jaqueta jeans, jaqueta de couro e trench-coat, um sobre o outro, com o xadrez do forro dando um toque grunge chic. O mood fetichista rock vêm nos acessórios, especialmente nos braceletes, com correntes pesadas, spikes e pendentes. Kate nos mostra que contrastar clássicos pode ser tão interessante quanto contrastar peças atemporais com o "último grito" da temporada.



Quando o dia-a-dia pede um toque de classe, Kate aposta em combinações de calça e blazer, renovando o smoking feminino. As calças tem comprimento mais curto, no tornozelo, e são mais largas, e os blazers, de modelagem mais quadrada e também um pouco mais curtos. Essa subversão do smoking é sempre bem pontuada, porque quando uma das peças é clássica, como o blazer de lapela de cetim, no terceiro look, Kate compõe essa peça com opções inesperadas, como a calça de couro e a camiseta gasta. Marca mais que registrada das produções da todo-poderosa da Elle, os superbraceletes completam com o toque fetiche, e os favoritos são os largos com spikes e os de elos largos.


Nas montações mais ladylike, Kate traz toda sua veia fetichista pras roupas, tanto que os acessórios diminuem. Vestidos e saias estruturados, acinturados ou com detalhe peplum (aquele babado que fica sobre o cós das saias e nos babados das blusas) ficam menos femme e mais fatale quando feitos de couro ou marcados por cintos pesados. Camisas transparentes combinadas com casacos texturizados, como o de couro de crocodilo da foto, também são uma dupla sexy e dark, assim como os vestidos soltos complementados por jaquetas de couro fechadas e plataformas pesadas, mostram como a feminilidade pode ser sombria sem ser caricata.

quarta-feira, 29 de agosto de 2012

Rockabilly chique

Uma das peças-chave dessa onda vintage que vem aparecendo nas passarelas, é a calça de cintura alta. Pelo menos no meu guarda-roupas, ela quase sempre esteve presente, como boa amante dessa nostalgia fashion. Não é um modelo de calça fácil de usar, tem que ter cuidado pra não acentuar o quadril e também porque não é tão prática quanto uma calça de cintura baixa.


Dá pra ficar mais elegante e tão confortável quanto num modelo de cintura baixa usando blusas mais soltinhas, pra dentro do cós da calça, como na foto, ou só com uma pontinha presa nele, por que se o modelo for muito skinny, a blusa pode embolar lá dentro e prejudicar o caimento. Calças de cintura alta tem um poder incrível de alongar a silhueta, ainda mais se for numa cor escura, e pra aumentar esse efeito, um sapato de uma cor que faça contraste com a calça é mais que bem vindo. Se o tempo ajudar, um casaco ou cardigan mais longo, de comprimento abaixo do quadril, deixa tudo mais chique e ainda dá aquela afinada. Cintura alta tem uma pegada mais adulta, então pra deixar mais descontraído, acessórios coloridos (e combinados, pras mais ousadas) são uma boa pedida.

quinta-feira, 16 de agosto de 2012

Tomboy de leopard print

Saber equilibrar masculino e feminino no look nem sempre é fácil, ainda mais quando as duas peças em questão são quase pólos opostos: camisa social ultraclássica e shorts de oncinha, com cintura alta, bem cinquentinha. Os botões todos fechados e o colarinho levantado contribuem com um arzinho vintage mais comportado, mas que conversa com o shortinho. O toque masculino fica por conta de parte da camisa pra fora do cós e a carteira de couro marrom, mais texturizado. O óculos de sol à la John Lennon completa a pegada boyish, e dá aquele ar de liberdade e conforto na própria pele.

 

quinta-feira, 9 de agosto de 2012

How to: Blazer colorido

No calor, dá vontade de usar só short e camiseta... Mas um bom blazer é indispensável em qualquer estação do ano, e de uns tempos pra cá os coloridos (e, pras mais ousadas, os estampados) tem se destacado. Mesmo assim, um blazer bem "cheguei" não é fácil de usar pra todo mundo, mas por ter um poder incrível de tornar um look muito mais elegante e moderno, pode virar um clássico de qualquer estilo.



Acho esse tom de rosa super veranil, e é chamativo sem ser muito aparecido, como rosa choque ou laranja. Alia a leveza dos tons pastéis com uma matiz que se destaca, como uma cor intermediária, por isso é ideal pra fazer ton-sur-ton com nuances da mesma gama, como no vestido-camisa rosa chiclete, blazer rosa-goiaba e sapato vermelho. Os acessórios dourados dão um ar mais glam pra produção e esquentam o look, dão cara de verão. O blazer em degradé rosa é romântico, e junto com a saia de renda fica bem mocinha. Mas o espírito do verão fica por conta dos toques irônicos em cores inocentes, como a tacinha de martíni da carteira e o laço vermelho, o que mostra uma mulher que não tem problemas em equilibrar feminilidade e diversão.


Nada melhor que uma cor cheia de energia pra dizer "verão!" de cara... Laranja é um tom que pode ser o seu curinga nas altas temperaturas: a legging resinada, o suéter listrado e a bolsa-saco metalizada são super urbanos e a cara do inverno, mas o blazer alaranjado traz as peças pro verão da cidade grande, principalmente pelas mangas dobradas sobrepostas pelas do suéter. Forros estampados são um elemento a mais nos blazers, mesmo num modelo de cor neutra, dobrar as mangas e mostrar a estampa já dá um toque de alegria. A estampa interna do blazer é um bom início pra misturar estampas, que, não adianta, são uma constante no verão. A harmonia é sempre garantida, com estampas que tem as mesmas cores em destaque.

sexta-feira, 3 de agosto de 2012

Diva da Semana: Laetitia Crahay

Um estilo autêntico sempre carrega uma dose de ironia, seja grande ou pequena. A moda tá presente em inúmeras (se não todas) partes da nossa vida, então por que não se divertir? Diversão com elegância é a especialidade da Laetitia Crahay, head designer da joaelheria da Chanel e a principal criativa da Maison Michel, marca de chapéus e casquetes que também faz parte da maison de Coco. Transgredir "convenções", mesmo que elas não sejam mais regra geral, e subverter os clássicos é marca da Laetitia.

Painel de inspirações e trabalhos pra Maison Michel


Muito antes de Kate Middleton andar por aí com mil e um arranjos de cabeça, os casquetes, tiaras e chapéus já faziam a cabeça (#trocadilhoinfame) das moças antenadas da Europa. A responsável? Laetitia, que conseguiu transformar em desejo instantâneo peças que eram tidas como antiquadas, principalmente chapéus. Os chapéus de abas mais largas e maleáveis, bem anos 70, deslancharam depois de lançados os modelos da Michel, e os fascinators são desejo desde que ela colocou a Maison de volta no mapa fashionístico, em 2009. Na hora de pensar nos modelos, o jeito "sou chique de nascença" típico das mocinhas francesas conversa com as referências góticas e fantásticas da Laetitia, que coloca nas campanhas ninfas sombrias e uma verve irônica do universo infantil. A orelha de coelhinho em renda preta ironiza a malícia oculta nos personagens das crianças, e quem não sente "Alice no País das Maravilhas" na míni cartola com um coelho?


Ilustrações e Laetitia usando a máscara de coelho que enfeitou Lady GaGa e gêmeas Olsen

Laetitia, no dia-a-dia, transmite mensagens fortes pelos looks. Ao mesmo tempo que é mestre no cool-descolex parisiense, referência de bom gosto, usa peças que não harmonizam com esse universo, como botas de couro na altura da coxa, megafetiche, e colares de plumas exóticas. Uma mínissaia colada bege não tem muito como fugir do vulgar, mas Laetitia consegue, com postura natural e biotipo favorável, colocar a saia de um jeito elegante, e o colete de canutilhos fica mais natural e menos perua. Até mais à paisana, mademoiselle Crahay é chique sem ficar casual demais: a camisa militar e a bolsa estampada com o union jack britânico dão o toque cosmopolita e divertido que tira o ranço hippie da bota surrada e do mantô meio folk, meio vintage.


Quem disse que combinar cor dos sapatos e bolsas é cafona? Tá escrito aonde que conjuntinho é careta e que grávida não pode usar estampa grande? Laetitia derruba tudo isso num look só! Acessórios combinados podem ser muitíssimo elegantes e nada caretas se usados com roupas modernas, como o vestido e o casaco preto e dourado com plumas. A sacada aqui é o caminho inverso: acessórios sóbrios para roupas ousadas. Pra tirar um look P&B do sério, ela mistura texturas, o tweed preto da blusa com o tecido mais fino da saia, ou desafia os truques de silhueta e usa um tubinho com uma faixa maior na cintura, o que aumenta o contraste e dá um ar mais gráfico na pegada lady do vestido.


Porque rir de si mesma nunca sai de moda!


PS.: A quem interessar possa, uma das edições da Marie Claire americana de 2009 ou 2010, se não me engano, tem uma reportagem enorme sobre a Laetitia, com fotos do closet dela, detalhes de decoração, bem voyeur, do jeito que a gente gosta! Dá pra achar scans dessa matéria no Google...

quarta-feira, 1 de agosto de 2012

Esporte de mocinha

Quando a gente pensa em peças com pegada sportswear, vem na cabeça leggings bem justas, camisetas de decote nadador, abrigos utilitários cheios de zíperes e tecidos resinados ou recortados, meio futurista. A moda tá aí pra tornar possível um universo tão característico, como o esporte, dialogar com outros tão únicos quanto, a exemplo desse look, que equilibra o vintage com o esporte.

Esportista girlie: sportswear mistura com o antiguinho pelo toque college

O segredo é explorar o lado menos óbvio da tendência, o que quase sempre significa aproximar um estilo do outro. Com essa onda oitentista nas fashion weeks, de tanto ver o lado mais literal das roupas esportivas, a gente esquece que as blusas mais largas estampadas com datas ou nomes de time, as jaquetas varsity dos jogadores de beisebol e todos esses elementos esporte do colegial americano também são sportswear. As pregas da saia (que mereciam ser beeem menos volumosas), o batom vermelho, o maxicolar dourado e o sapato de salto alto e bico bem fino dão um perfume vintage super feminino, que contrasta com a pegada mais descontraída da blusa de modelagem solta e com as mangas dobradas, que não perde jovialidade com o espírito college da peça.

segunda-feira, 30 de julho de 2012

Ler, enfim

Moda não é só roupa, e nem uma escolha aleatória do que se veste. Até quando a gente pega a primeira coisa que vê no armário, somos sempre direcionados por preferências ligadas à nossa personalidade, seja gosto musical, os filmes favoritos ou os livros de cabeceira. Um dos melhores jeitos, pelo menos pra mim, de aumentar nossa bagagem (e enriquecer nosso estilo) é com leitura. O post de hoje é mais culturette, mas tem dicas muito boas! #euamoler


- O Stylist - Interpreters of Fashion, é um dos livros de moda mais maravilhosos que eu já vi, de encher os olhos mesmo. Custa caro (tipo três dígitos, poisé) mas pra quem estuda moda ou é muito fascinado (mesmo) pelo assunto, vale o investimento. Com prefácio da poderosíssima Anna Wintour (a.k.a Miranda Priestley! #thedevilwearsprada), mostra as fotos mais fortes de grandes stylists do mundo da moda, junto com textos sobre o processo criativo de cada um, e como eles foram cair nesse mundo. O mais mágico desse livro, montado pela equipe do Style.com, site da Vogue US, é como o olhar dos stylists (e o dos fotógrafos, claro) acompanha as mudanças do mundo, e da forma como a gente se enxerga.

- On the Road é um dos maiores clássicos da literatura americana e mundial. O autor, Jack Kerouac, é um dos maiores representantes do movimento beatnik, que também se mostrou na música e na moda. Os beats, que faziam parte disso tudo, causaram no final dos anos 50, questionando aquele mundo cor-de-rosa e perfeitinho do american way of life, de esposas impecáveis, de vestido de cintura marcada, esperando o marido chegar em casa. A história conta a viagem de dois amigos pelas autoestradas dos EUA, com direito à muitas noitadas, e o jeito como Kerouac constrói a trama envolve quem lê e faz pensar se realmente temos todas as necessidades que são colocadas pra nós. Pra saber usar a moda... E em versões de bolso, super em conta!

- Cinéfila de carteirinha, já deu pra perceber que as divas do cinema dos 50 e 60 me encantam. Quinta Avenida, 5 da Manhã foi escrito por Sam Wasson, crítico de cinema que analisa, no texto, como o comportamento de Holly Golightly, a Bonequinha de Luxo, transformou a maneira como a mulher passou a se comportar, no início dos anos 60, e abriu caminho pra mulher de hoje. Com detalhes (e fofoquinhas de backstage!) da produção do filme, como a influência do Truman Capote, autor do livro que originou o filme, e até a implicância da Edith Head (top figurinista da época) com o pretinho Givenchy (!), que virou um clássico.

- Paris, Paris... Dez entre dez pessoas que já foram (OK, nove!), são apaixonadas pela cidade. Outro clássico da literatura, Paris é Uma Festa, escrito por Ernest Hemingway, mostra a efervescência cultural de Paris na década de 20, impulsionada por intelectuais e artistas americanos que foram pra lá. Assim como os beatniks, os intelectuais da época queriam mostrar autenticidade, vontade de fazer diferente, e as andanças sem destino do autor pela cidade, fatos verídicos da vida do próprio Hemingway, mostram como é importante entender o que a gente realmente gosta, o que faz inspirar de verdade. Ou vai usar camisa fechada até o último botão só porque a Alexa Chung usa?

Books are a girl's best friend!

terça-feira, 29 de maio de 2012

Sneaker, será?

Gente, não morri! A última semana foi só correria com os trabalhos da faculdade, nas próximas vou terminar de postar MTP (ainda!) e depois Fashion Rio, que acabou de terminar, e SPFW, que começa dia 11 de junho. Nada melhor que uma foto de streetstyle pra sentir o clima do evento, né?


Uma das peças que mais apareceram nos looks do povo "das modas" lá pelo Jockey Club carioca foi o sneaker, aquele tênis com salto embutido que Isabel Marant, estilista francesa descolex, bombou. Eu não gosto, mas amo quando alguém monta um visual cheio de peças tendência sem parecer fabricado, que é o caso dessa moça. A skinny vermelha, a camisa de seda estampada e o sneaker podiam soar forçados, mas a harmonia das cores faz o look ficar muito chic, já que vermelho + preto + branco dão uma sobriedade, mas o vermelho em destaque deixa tudo mais moderno. O sorriso no rosto e a bossa de menina do Rio são aquele toque que, de tão natural, me deixam com vontade de usar sneaker agora... A foto é do fantástico RIOetc, que fotografa os melhores looks de meninas e meninos cariocas. Clique obrigatório!

quinta-feira, 10 de maio de 2012

Toques pop

A elegância vem bem mais fácil quando apostamos nos clássicos infalíveis, como preto, modelagem estruturada, pérolas. Mas se temos a moda pra ajudar a sair da zona de conforto, por que não?

Cores e caveirinhas: fun!

Vi essas duas meninas andando pelo Expominas durante o MTP e, de cara, o que me chamou atenção foi como a calça color e o bolero de renda formaram uma ótima dupla, já que a cor balanceou o ar austero da renda, e o visual continuou chique por conta da sandália de tiras e a bolsa estruturada. Elas foram andando juntas e aí eu fui reparando como os toques divertidos dos looks direcionaram meu olhar pra elas. Se a moça do bolero de renda usasse a parte de baixo em tons neutros, a peça ia parecer solta tipo "joguei em cima pra não ficar sem graça", assim como o cardigan de caveirinhas moderniza muito mais o pretinho junto com o sapato laranjão. Já falei e não canso de repetir: o barato da moda são os opostos complementares!

sexta-feira, 4 de maio de 2012

Nude + verde turquesa

Fiz uns flagras bem legais no Preview, a maioria de costas, porque a fotógrafa ainda não é muito experiente! #adoro Esse foi o primeiro, e mostra uma boa idéia pra fugir do preto: usar o nude como base pras cores fortes.


O contraste entre a camisa verde turquesa e a saia de tom camelo é elegante e fresca, já que o preto é a primeira escolha na maioria das vezes. Os "nudes" diferentes também dão leveza pro visual, já que o preto pesa um pouco por ser naturalmente austero, e por isso acho que o nude é o "pretinho básico" dos tempos de calor. Outra jogada interessante desse look é a combinação de beges diferentes, na botinha e na saia. Além de diversificar as cores, a ankle deu um ar mais casual, mas que continuou chique, porque equilibrou com a camisa e os acessórios de linhas rígidas, bem gráficos. Modernidade elegante pra todas as horas...

quarta-feira, 25 de abril de 2012

Ressucite sua saia bandage

Nada como reciclar as peças que a gente tem no armário...uns dois anos atrás (uma eternidade em termos de moda) a saia bandage, aquela bem justinha, virou febre. Começou com o vestido, que por ser coladérrimo, era só pra poucas. A saia, por ser mais fácil de usar, conquistou muita gente, ação do danado do inconsciente fashion. Da top it-girl de Londres à panicat, todo mundo tinha (ou já tinha tido/usado) uma. Nem precisa dizer que depois foi cansando, cansando e a bandage ficou amargando encostada no armário.

Bandage com camisa: jeito novo, peça "antiga"

Usar uma camisa de tecido fino por cima do cós da saia, ao invés de colocar pra dentro dele, é um jeito de atualizar a bandage. Vejo muito pouco a bandage skirt sendo usada desse jeito, e acho ótimo porque é mais elegante do que o combo óbvio saia colada + camiseta de malha canelada e é um truque afina o quadril, bem necessário pra nós, mocinhas brasileiras, que quase nem temos muito volume nessa região, né? #ironia Pra melhorar mais ainda o efeito visual, é bom escolher um modelo neutro, preto ou cinza, junto com meia calça da mesma cor. A branca, realmente, só assenta 100% bem em quem tá com tudo em cima, porque marca demais. Afinal, não é porque todo mundo fala que é "soo last season" que não dá pra usar uma peça com jeitos diferentes.

quarta-feira, 18 de abril de 2012

Estampas + modelagem

Misturar estampas e modelagem num mesmo visual é tarefa, de fato, pra poucas. Precisa de olho afiado e muito equilíbrio, pra não ficar over ou um aparecer mais do que o outro. Com conhecimento de moda tanto na vida quanto no trabalho, ninguém melhor que Giovanna Battaglia pra ensinar...

Misturas de modelagem e estampa

O contraste entre os tons chamativos do casaco e a estampa p&b do vestido é uma mistura de estampa que foge do óbvio. Muitas vezes, as misturas são de estampas com as cores parecidas, e já com uma estampa em tons neutros é inesperado e mais fácil, porque é como misturar com uma peça neutra lisa. A modelagem casulo do casaco dá o ar 60's do look, e enche a silhueta do tubinho que está por baixo, num contraponto interessante. Como o visual já fala por si, é bom carregar nos acessórios só em um ponto, como nas 1001 pulseiras, e manter o resto bem básico, como o óculos escuro clássico e os loafers de camurça preta.

sábado, 14 de abril de 2012

Diva da Semana: Jane Birkin

Ícone incontestável de beleza e elegância, a francesa Jane Birkin ainda conseguiu ir além disso tudo, e se tornou um símbolo do lifestyle dos anos 60.  Jane foi modelo e atriz, mas foi como cantora (o que é até hoje) que se tornou sex symbol. Com o então marido, o músico francês Serge Gainsbourg, ela causou cantando a música "Je t'aime Moi Non Plus", que chegou até a ser censurada na França por causa da letra. A atitude livre e a sensualidade cheia de malícia de Jane fizeram desse som polêmica mundial, e chamaram atenção não só pra beleza dela, mas também pro estilo, que desafiava regras e traduzia o espírito transgressor da juventude da década de 60, que se consolidaria com os hippies e Woodstock.






O estilo da Jane era composto por peças clássicas, indispensáveis em quase qualquer guarda-roupa, como casacos bem cortados, blazers alongados, saias evasês e vestidos trapézio, a cara dos anos 60. Mas era a forma de combinar as roupas, além da personalidade, que fez ela se destacar. Misturar comprimentos é sempre um truque que dá estilo instantâneo ao visual, e Jane já sabia disso. Casacos longos e shorts e saias mais curtinhos são elegantes e ousados, mais ainda naquela época, em que a mini saia tinha acabado de ser inventada. Os acessórios seguiam o mesmo mood, simples e marcantes: bolsas estruturadas à tiracolo, botas, curtas ou de cano longo, e até cestas de palha fazendo papel de bolsa, dando despojamento pros looks urbanos. Botas longas e comprimentos curtos é outra herança do estilo da Jane, que ainda hoje é moderna e atemporal.






Jane Birkin, como um bom vinho, soube envelhecer. Assumiu a idade (e as rugas que vêm com ela) e soube abrir mão, com muita maturidade, dos minicomprimentos em favor das calças e dos vestidos longos, trocou o cabelão por um corte "joãozinho" elegante... O importante é que Jane manteve o astral nas alturas, coisa que só quem respeita a própria idade e a personalidade é capaz. As peças continuam sendo os clássicos de sempre: calças de boa modelagem, seja mais justa ou pantalona, casaquetos de tweed, boas camisas brancas e os imbatíveis trench coats.






Ícone que se preze faz, sem esforço, seu estilo perdurar por muito tempo. A influência do "estilo Birkin" na moda hoje é hereditário: Lou Doillon, na foto colorida, e Charlotte Gainsbourg, em preto-e-branco, filhas da Jane, são tão ícones de estilo como a mãe. Lou é modelo, e seus looks fazem a felicidade dos fotógrafos de moda de rua pelo mundo afora, e Charlotte é atriz e cantora, bem conhecida pelo estilo mais andrógino, que fez dela musa do Nicolas Ghesquière, da Balenciaga. O legado mais conhecido de Jane é a bolsa Birkin, da Hermès, um clássico da marca que tem filas de espera até dois anos e é feita sob medida. Reza a lenda que Jane estava num voo ao lado do CEO da marca, e ele perguntou porque ela carregava as coisas numa cesta de palha, e ela respondeu que nenhuma bolsa era bonita e espaçosa o suficiente pra ela carregar tudo. Então, a Hermès lançou uma bolsa com o nome dela e pra ela, simples assim.




Jane, ocasionalmente, participava de alguns filmes, e um deles foi o clássico do italiano Michelangelo Antonioni, "Blow-Up: Depois Daquele Beijo", uma história de mistério que envolve um fotógrafo de moda. É essencial não só pra quem gosta de cinema, mas também de moda, já que mostra cenas de editoriais sendo fotografados e como as modelos agiam, bem no espírito da década, e também pra ver um pouco do que Jane ajudou a transfomar em marca de um tempo.


P.S.: Esse post finalmente tem montagens de Photoshop, YAY! Aprendi a usar todos os recursos, mas as montagens vão ficar melhores... 

sexta-feira, 13 de abril de 2012

Leveza

Na hora de compor um look, um dos contrastes mais interessantes é o de tecidos. Malha e seda, couro e chamois... Enriquece a roupa visualmente. Mesmo com couro, que tem uma textura mais pesada, ou malha canelada, com uma cara mais sujinha e urbana, dá pra ter um visual leve, basta misturar com tecidos menos encorpados ou formas mais fluidas.

Míni de babados dá leveza ao combo jaqueta + camiseta

Mesmo com duas peças bem urbanas, esse visual fica leve, mas não muito frufru. A saia quebra um pouco o ar unissex da jaqueta, que tem a modelagem mais larga, com os babados, bem fluidos, e também alinha o despojamento da camiseta. A bolsinha tipo Chanel com alça de corrente também ajuda a trazer mais feminilidade, junto com a descontração e os cabelos ao vento da moçoila da foto :)

sexta-feira, 6 de abril de 2012

Renda rock

Uma das texturas que mais adoro é a renda, bem antes dela ser vedete dos desfiles. Quem usa renda fica elegante e adulta sem ficar muito séria ou muito doce, e essa ambiguidade  que me encanta, a sensualidade austera, mas, ao mesmo tempo, discreta, num jogo de esconde-mostra.

Tubinho de renda + coturno: força sem perder a leveza

A dualidade da renda permite muitas misturas, sem perder a feminilidade. Um dos melhores exemplos é dar uns toques rock, que nem nesse look. O blazer mais acinturado compõe uma imagem forte e feminina, e o coturno dá o ar rocker, junto com os acessórios pesados, como o anel articulado e as pulseiras. A importância da atitude é clara nesse visual: o jeito meio lânguido, meio "tô nem aí" da mocinha e o cenário, que tem ares de floresta meio-encantada-meio-sombria, ajudam a reforçar o contraste entre força e leveza. Afinal, merecemos ser todas as mulheres que podemos...

quarta-feira, 4 de abril de 2012

Texturas sem overdose

Misturar texturas, além de ser tendência, é um exercício de estilo incrível. O look que combina materiais diferentes fica com mais informação, o que é um risco, mas conhecendo o próprio biotipo e misturando, tudo fica beeem mais fácil.

Couro + renda + franja

Texturas marcantes em cores neutras fazem um visual com informação, mas sem exagero. A blusa de renda debaixo do vestido de couro mistura dois materiais que tem um contraste bonito, e também é uma referência interessante pra sobrepor peças. Como vestido de couro é menos comum de encontrar, um short ou uma míni de couro preto com top de renda já dá o efeito. A bolsa de franjas dá um toque mais despojado pra roupa, mas as mais discretas podem abrir mão da textura nos acessórios, e quem quer ficar mais bonequinha, pode optar por bolsas menores e manter a sapatilha. Com um salto alto, esse look iria fácil pra balada, e uma clutch menor daria ares de festa informal-porém-chique. Versátil, elegante e com informação de moda. Vamos pra frente do espelho, então?