sábado, 14 de abril de 2012

Diva da Semana: Jane Birkin

Ícone incontestável de beleza e elegância, a francesa Jane Birkin ainda conseguiu ir além disso tudo, e se tornou um símbolo do lifestyle dos anos 60.  Jane foi modelo e atriz, mas foi como cantora (o que é até hoje) que se tornou sex symbol. Com o então marido, o músico francês Serge Gainsbourg, ela causou cantando a música "Je t'aime Moi Non Plus", que chegou até a ser censurada na França por causa da letra. A atitude livre e a sensualidade cheia de malícia de Jane fizeram desse som polêmica mundial, e chamaram atenção não só pra beleza dela, mas também pro estilo, que desafiava regras e traduzia o espírito transgressor da juventude da década de 60, que se consolidaria com os hippies e Woodstock.






O estilo da Jane era composto por peças clássicas, indispensáveis em quase qualquer guarda-roupa, como casacos bem cortados, blazers alongados, saias evasês e vestidos trapézio, a cara dos anos 60. Mas era a forma de combinar as roupas, além da personalidade, que fez ela se destacar. Misturar comprimentos é sempre um truque que dá estilo instantâneo ao visual, e Jane já sabia disso. Casacos longos e shorts e saias mais curtinhos são elegantes e ousados, mais ainda naquela época, em que a mini saia tinha acabado de ser inventada. Os acessórios seguiam o mesmo mood, simples e marcantes: bolsas estruturadas à tiracolo, botas, curtas ou de cano longo, e até cestas de palha fazendo papel de bolsa, dando despojamento pros looks urbanos. Botas longas e comprimentos curtos é outra herança do estilo da Jane, que ainda hoje é moderna e atemporal.






Jane Birkin, como um bom vinho, soube envelhecer. Assumiu a idade (e as rugas que vêm com ela) e soube abrir mão, com muita maturidade, dos minicomprimentos em favor das calças e dos vestidos longos, trocou o cabelão por um corte "joãozinho" elegante... O importante é que Jane manteve o astral nas alturas, coisa que só quem respeita a própria idade e a personalidade é capaz. As peças continuam sendo os clássicos de sempre: calças de boa modelagem, seja mais justa ou pantalona, casaquetos de tweed, boas camisas brancas e os imbatíveis trench coats.






Ícone que se preze faz, sem esforço, seu estilo perdurar por muito tempo. A influência do "estilo Birkin" na moda hoje é hereditário: Lou Doillon, na foto colorida, e Charlotte Gainsbourg, em preto-e-branco, filhas da Jane, são tão ícones de estilo como a mãe. Lou é modelo, e seus looks fazem a felicidade dos fotógrafos de moda de rua pelo mundo afora, e Charlotte é atriz e cantora, bem conhecida pelo estilo mais andrógino, que fez dela musa do Nicolas Ghesquière, da Balenciaga. O legado mais conhecido de Jane é a bolsa Birkin, da Hermès, um clássico da marca que tem filas de espera até dois anos e é feita sob medida. Reza a lenda que Jane estava num voo ao lado do CEO da marca, e ele perguntou porque ela carregava as coisas numa cesta de palha, e ela respondeu que nenhuma bolsa era bonita e espaçosa o suficiente pra ela carregar tudo. Então, a Hermès lançou uma bolsa com o nome dela e pra ela, simples assim.




Jane, ocasionalmente, participava de alguns filmes, e um deles foi o clássico do italiano Michelangelo Antonioni, "Blow-Up: Depois Daquele Beijo", uma história de mistério que envolve um fotógrafo de moda. É essencial não só pra quem gosta de cinema, mas também de moda, já que mostra cenas de editoriais sendo fotografados e como as modelos agiam, bem no espírito da década, e também pra ver um pouco do que Jane ajudou a transfomar em marca de um tempo.


P.S.: Esse post finalmente tem montagens de Photoshop, YAY! Aprendi a usar todos os recursos, mas as montagens vão ficar melhores... 

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