Ah, o espelho. Herói ou algoz? Muita gente diz que hoje as pessoas são superficiais, que o que vale é o que você tem e não o que você é, como numa "ditadura do espelho". Mas, com equilíbrio, o espelho pode se tornar um grande aliado, porque a posse daquilo que a gente deseja só é válida quando tem significado pra nós. Para estar bem ante o espelho das aparências, temos que estar em paz com o espelho da alma. E a moda tá aí pra isso, porque entre mil e uma propostas, podemos escolher aquela que faz mais parte da gente.
segunda-feira, 13 de agosto de 2012
quinta-feira, 9 de agosto de 2012
How to: Blazer colorido
No calor, dá vontade de usar só short e camiseta... Mas um bom blazer é indispensável em qualquer estação do ano, e de uns tempos pra cá os coloridos (e, pras mais ousadas, os estampados) tem se destacado. Mesmo assim, um blazer bem "cheguei" não é fácil de usar pra todo mundo, mas por ter um poder incrível de tornar um look muito mais elegante e moderno, pode virar um clássico de qualquer estilo.
Acho esse tom de rosa super veranil, e é chamativo sem ser muito aparecido, como rosa choque ou laranja. Alia a leveza dos tons pastéis com uma matiz que se destaca, como uma cor intermediária, por isso é ideal pra fazer ton-sur-ton com nuances da mesma gama, como no vestido-camisa rosa chiclete, blazer rosa-goiaba e sapato vermelho. Os acessórios dourados dão um ar mais glam pra produção e esquentam o look, dão cara de verão. O blazer em degradé rosa é romântico, e junto com a saia de renda fica bem mocinha. Mas o espírito do verão fica por conta dos toques irônicos em cores inocentes, como a tacinha de martíni da carteira e o laço vermelho, o que mostra uma mulher que não tem problemas em equilibrar feminilidade e diversão.
Nada melhor que uma cor cheia de energia pra dizer "verão!" de cara... Laranja é um tom que pode ser o seu curinga nas altas temperaturas: a legging resinada, o suéter listrado e a bolsa-saco metalizada são super urbanos e a cara do inverno, mas o blazer alaranjado traz as peças pro verão da cidade grande, principalmente pelas mangas dobradas sobrepostas pelas do suéter. Forros estampados são um elemento a mais nos blazers, mesmo num modelo de cor neutra, dobrar as mangas e mostrar a estampa já dá um toque de alegria. A estampa interna do blazer é um bom início pra misturar estampas, que, não adianta, são uma constante no verão. A harmonia é sempre garantida, com estampas que tem as mesmas cores em destaque.
Acho esse tom de rosa super veranil, e é chamativo sem ser muito aparecido, como rosa choque ou laranja. Alia a leveza dos tons pastéis com uma matiz que se destaca, como uma cor intermediária, por isso é ideal pra fazer ton-sur-ton com nuances da mesma gama, como no vestido-camisa rosa chiclete, blazer rosa-goiaba e sapato vermelho. Os acessórios dourados dão um ar mais glam pra produção e esquentam o look, dão cara de verão. O blazer em degradé rosa é romântico, e junto com a saia de renda fica bem mocinha. Mas o espírito do verão fica por conta dos toques irônicos em cores inocentes, como a tacinha de martíni da carteira e o laço vermelho, o que mostra uma mulher que não tem problemas em equilibrar feminilidade e diversão.
Nada melhor que uma cor cheia de energia pra dizer "verão!" de cara... Laranja é um tom que pode ser o seu curinga nas altas temperaturas: a legging resinada, o suéter listrado e a bolsa-saco metalizada são super urbanos e a cara do inverno, mas o blazer alaranjado traz as peças pro verão da cidade grande, principalmente pelas mangas dobradas sobrepostas pelas do suéter. Forros estampados são um elemento a mais nos blazers, mesmo num modelo de cor neutra, dobrar as mangas e mostrar a estampa já dá um toque de alegria. A estampa interna do blazer é um bom início pra misturar estampas, que, não adianta, são uma constante no verão. A harmonia é sempre garantida, com estampas que tem as mesmas cores em destaque.
sexta-feira, 3 de agosto de 2012
Diva da Semana: Laetitia Crahay
Um estilo autêntico sempre carrega uma dose de ironia, seja grande ou pequena. A moda tá presente em inúmeras (se não todas) partes da nossa vida, então por que não se divertir? Diversão com elegância é a especialidade da Laetitia Crahay, head designer da joaelheria da Chanel e a principal criativa da Maison Michel, marca de chapéus e casquetes que também faz parte da maison de Coco. Transgredir "convenções", mesmo que elas não sejam mais regra geral, e subverter os clássicos é marca da Laetitia.
Painel de inspirações e trabalhos pra Maison Michel
Muito antes de Kate Middleton andar por aí com mil e um arranjos de cabeça, os casquetes, tiaras e chapéus já faziam a cabeça (#trocadilhoinfame) das moças antenadas da Europa. A responsável? Laetitia, que conseguiu transformar em desejo instantâneo peças que eram tidas como antiquadas, principalmente chapéus. Os chapéus de abas mais largas e maleáveis, bem anos 70, deslancharam depois de lançados os modelos da Michel, e os fascinators são desejo desde que ela colocou a Maison de volta no mapa fashionístico, em 2009. Na hora de pensar nos modelos, o jeito "sou chique de nascença" típico das mocinhas francesas conversa com as referências góticas e fantásticas da Laetitia, que coloca nas campanhas ninfas sombrias e uma verve irônica do universo infantil. A orelha de coelhinho em renda preta ironiza a malícia oculta nos personagens das crianças, e quem não sente "Alice no País das Maravilhas" na míni cartola com um coelho?
Ilustrações e Laetitia usando a máscara de coelho que enfeitou Lady GaGa e gêmeas Olsen
Laetitia, no dia-a-dia, transmite mensagens fortes pelos looks. Ao mesmo tempo que é mestre no cool-descolex parisiense, referência de bom gosto, usa peças que não harmonizam com esse universo, como botas de couro na altura da coxa, megafetiche, e colares de plumas exóticas. Uma mínissaia colada bege não tem muito como fugir do vulgar, mas Laetitia consegue, com postura natural e biotipo favorável, colocar a saia de um jeito elegante, e o colete de canutilhos fica mais natural e menos perua. Até mais à paisana, mademoiselle Crahay é chique sem ficar casual demais: a camisa militar e a bolsa estampada com o union jack britânico dão o toque cosmopolita e divertido que tira o ranço hippie da bota surrada e do mantô meio folk, meio vintage.
Quem disse que combinar cor dos sapatos e bolsas é cafona? Tá escrito aonde que conjuntinho é careta e que grávida não pode usar estampa grande? Laetitia derruba tudo isso num look só! Acessórios combinados podem ser muitíssimo elegantes e nada caretas se usados com roupas modernas, como o vestido e o casaco preto e dourado com plumas. A sacada aqui é o caminho inverso: acessórios sóbrios para roupas ousadas. Pra tirar um look P&B do sério, ela mistura texturas, o tweed preto da blusa com o tecido mais fino da saia, ou desafia os truques de silhueta e usa um tubinho com uma faixa maior na cintura, o que aumenta o contraste e dá um ar mais gráfico na pegada lady do vestido.
Porque rir de si mesma nunca sai de moda!
PS.: A quem interessar possa, uma das edições da Marie Claire americana de 2009 ou 2010, se não me engano, tem uma reportagem enorme sobre a Laetitia, com fotos do closet dela, detalhes de decoração, bem voyeur, do jeito que a gente gosta! Dá pra achar scans dessa matéria no Google...
PS.: A quem interessar possa, uma das edições da Marie Claire americana de 2009 ou 2010, se não me engano, tem uma reportagem enorme sobre a Laetitia, com fotos do closet dela, detalhes de decoração, bem voyeur, do jeito que a gente gosta! Dá pra achar scans dessa matéria no Google...
quarta-feira, 1 de agosto de 2012
Esporte de mocinha
Quando a gente pensa em peças com pegada sportswear, vem na cabeça leggings bem justas, camisetas de decote nadador, abrigos utilitários cheios de zíperes e tecidos resinados ou recortados, meio futurista. A moda tá aí pra tornar possível um universo tão característico, como o esporte, dialogar com outros tão únicos quanto, a exemplo desse look, que equilibra o vintage com o esporte.
Esportista girlie: sportswear mistura com o antiguinho pelo toque college
O segredo é explorar o lado menos óbvio da tendência, o que quase sempre significa aproximar um estilo do outro. Com essa onda oitentista nas fashion weeks, de tanto ver o lado mais literal das roupas esportivas, a gente esquece que as blusas mais largas estampadas com datas ou nomes de time, as jaquetas varsity dos jogadores de beisebol e todos esses elementos esporte do colegial americano também são sportswear. As pregas da saia (que mereciam ser beeem menos volumosas), o batom vermelho, o maxicolar dourado e o sapato de salto alto e bico bem fino dão um perfume vintage super feminino, que contrasta com a pegada mais descontraída da blusa de modelagem solta e com as mangas dobradas, que não perde jovialidade com o espírito college da peça.
segunda-feira, 30 de julho de 2012
Ler, enfim
Moda não é só roupa, e nem uma escolha aleatória do que se veste. Até quando a gente pega a primeira coisa que vê no armário, somos sempre direcionados por preferências ligadas à nossa personalidade, seja gosto musical, os filmes favoritos ou os livros de cabeceira. Um dos melhores jeitos, pelo menos pra mim, de aumentar nossa bagagem (e enriquecer nosso estilo) é com leitura. O post de hoje é mais culturette, mas tem dicas muito boas! #euamoler
- O Stylist - Interpreters of Fashion, é um dos livros de moda mais maravilhosos que eu já vi, de encher os olhos mesmo. Custa caro (tipo três dígitos, poisé) mas pra quem estuda moda ou é muito fascinado (mesmo) pelo assunto, vale o investimento. Com prefácio da poderosíssima Anna Wintour (a.k.a Miranda Priestley! #thedevilwearsprada), mostra as fotos mais fortes de grandes stylists do mundo da moda, junto com textos sobre o processo criativo de cada um, e como eles foram cair nesse mundo. O mais mágico desse livro, montado pela equipe do Style.com, site da Vogue US, é como o olhar dos stylists (e o dos fotógrafos, claro) acompanha as mudanças do mundo, e da forma como a gente se enxerga.
- On the Road é um dos maiores clássicos da literatura americana e mundial. O autor, Jack Kerouac, é um dos maiores representantes do movimento beatnik, que também se mostrou na música e na moda. Os beats, que faziam parte disso tudo, causaram no final dos anos 50, questionando aquele mundo cor-de-rosa e perfeitinho do american way of life, de esposas impecáveis, de vestido de cintura marcada, esperando o marido chegar em casa. A história conta a viagem de dois amigos pelas autoestradas dos EUA, com direito à muitas noitadas, e o jeito como Kerouac constrói a trama envolve quem lê e faz pensar se realmente temos todas as necessidades que são colocadas pra nós. Pra saber usar a moda... E em versões de bolso, super em conta!
- Cinéfila de carteirinha, já deu pra perceber que as divas do cinema dos 50 e 60 me encantam. Quinta Avenida, 5 da Manhã foi escrito por Sam Wasson, crítico de cinema que analisa, no texto, como o comportamento de Holly Golightly, a Bonequinha de Luxo, transformou a maneira como a mulher passou a se comportar, no início dos anos 60, e abriu caminho pra mulher de hoje. Com detalhes (e fofoquinhas de backstage!) da produção do filme, como a influência do Truman Capote, autor do livro que originou o filme, e até a implicância da Edith Head (top figurinista da época) com o pretinho Givenchy (!), que virou um clássico.
- Paris, Paris... Dez entre dez pessoas que já foram (OK, nove!), são apaixonadas pela cidade. Outro clássico da literatura, Paris é Uma Festa, escrito por Ernest Hemingway, mostra a efervescência cultural de Paris na década de 20, impulsionada por intelectuais e artistas americanos que foram pra lá. Assim como os beatniks, os intelectuais da época queriam mostrar autenticidade, vontade de fazer diferente, e as andanças sem destino do autor pela cidade, fatos verídicos da vida do próprio Hemingway, mostram como é importante entender o que a gente realmente gosta, o que faz inspirar de verdade. Ou vai usar camisa fechada até o último botão só porque a Alexa Chung usa?
Books are a girl's best friend!
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